terça-feira, 5 de outubro de 2010

Faz a imaginação de um bem amado

FAZ A IMAGINAÇÃO DE UM BEM AMADO


Faz a imaginação de um bem amado,
Que nele se transforme o peito amante;
Daqui vem, que a minha alma delirante
Se não distingue já do meu cuidado.

Nesta doce loucura arrebatado
Anarda cuido ver, bem que distante;
Mas ao passo, que a busco neste instante
Me vejo no meu mal desenganado.

Pois se Anarda em mim vive, e eu nela vivo,
E por força da idéia me converto
Na bela causa de meu fogo ativo;

Como nas tristes lágrimas, que verto,
Ao querer contrastar seu gênio esquivo,
Tão longe dela estou, e estou tão perto.

Cláudio Manuel da Costa

4 comentários:

  1. Gosto muito dos árcades e suas musas... :)

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  2. Relembrando os primeiros semestres : )

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  3. Queria aprender a rimar assim... A sonoridade passa uma calma... muito lindo este poema :)

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