
terça-feira, 12 de abril de 2011
Sopro

Perceber é conceber
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Eu quero
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Serenamente

quinta-feira, 7 de abril de 2011
Desejo de partir

Assim te amo porque não sei te amar de outra maneira
A Dança Pablo Neruda
Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
Ou flecha de cravos que propagam fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e
Leva dentro de si, oculta, a luz daquelas flores.
E graças a teu amor, vive oculto em meu
Corpo o apertado aroma que ascende da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde.
Te amo diretamente sem problemas nem orgulho;
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim, deste modo, em que não sou nem és.
Tão perto de tua mão sobre meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Não só de pão vive o homem

MEIO PÃO E UM LIVRO
Fala de Federico García Lorca ao Povo de Fuente de Vaqueros (Granada). Setembro, 1931
Quando alguém vai ao teatro, a um concerto ou a uma festa de qualquer tipo que seja, se a festa é de seu agrado, recorda imediatamente e lamenta que as pessoas que ele ama não se encontrem ali. “Como isso agradaria a minha irmã e ao meu pai”, pensa, e não goza já do espetáculo sem sentir uma leve melancolia. Esta é a melancolia que eu sinto, não pela gente da minha casa, o que seria pequeno e ruim, senão por todas as criaturas que, por falta de meios e por desgraça sua, não gozam do supremo bem da beleza que é a vida, a bondade, a serenidade e a paixão.
Por isso não tenho nunca um livro, porque presenteio tantos quanto compro, que são infinitos, e por isso estou aqui honrado e contente em inaugurar essa biblioteca do povo, a primeira seguramente em toda a província de Granada.
Não só de pão vive o homem. Se eu tivesse fome e estivesse desvalido na rua, não pediria um pão, mas sim pediria meio pão e um livro. E eu ataco desde aqui, violentamente, aos que somente falam de reivindicações econômicas sem nomear jamais as reivindicações culturais que é o que os povos pedem a gritos. Bem está que todos os homens comam, porém que todos os homens saibam. Que gozem todos os frutos do espírito humano porque o contrário é convertê-los em máquinas ao serviço do Estado, é convertê-los em escravos de uma terrível organização social.
Eu tenho muito mais pena de um homem que quer saber e não pode, do que de um faminto. Porque um faminto pode acalmar sua fome facilmente com um pedaço de pão ou com umas frutas, porém um homem que tem ânsia de saber e não tem meios sofre uma terrível agonia por que são livros, livros, muitos livros de que necessita e onde estão esses livros?
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Meu destino

Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida...
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida.
sábado, 2 de abril de 2011
Ó sino da minha aldeia

sexta-feira, 1 de abril de 2011
Pausa

